09 novembro 2016

Minimalismo: um novo horizonte

Oi, gente, tudo bem?


Quem me acompanha pela fanpage tem me ouvido muito falar em minimalismo e eu queria deixar registrado ou textinho sobre como isso surgiu exatamente na minha vida e a importância desse conceito pra mim.

Eu escolhi a palavra horizonte pela sensação visual que ela me dá. Explica bem direitinho o que eu estou buscando com o minimalismo. Achei uma definição bem legal de horizonte que diz:

    "Horizonte: linha aparente ao longo da qual, em lugares abertos e planos, observamos que o céu parece tocar a terra ou o mar"

Este ano de 2016 foi muito transformador na minha vida, muita coisa em várias áreas diferentes aconteceram e buscar um horizonte, essa ideia ligada à abertura foi o que mais me motivou a começar em colocar em prática o minimalismo.

Ah, claro, eu provavelmente deveria ter começado por aqui. Minimalimo não somente está ligado àquele movimento artístico do século XX cujo objetivo era ter poucos elementos pra tentar expressar algo, usar apenas o fundamental. Como toda boa escola artística, esta que estamos falando veio pra contrapor uma que estava em alta, no caso era o expressionismo abstrato. Não entendo nem um pouco sobre expressionismo, só sei que o cenário dele era o pós guerra e as pinturas pareciam uma descarga emocional dos pintores. rs Mas óbvio que o mais legal é tirar sua própria conclusão, então segue um exemplo:


 Porém, para além de toda a parte poética existe uma aplicação prática, um estilo de viver, uma forma de lidar com todos os seguimentos da vida baseado no movimento minimalista. A ideia central de focar no fundamental permanece.

Só pra vocês me conhecerem um pouquinho melhor, eu sempre acumulei muitas coisas. E não foi do nada que a vontade de manter apenas o essencial, ou seja, descartar o excesso, apareceu. Vários acontecimentos pessoais ao longo do ano me fizeram exergar que eu não preciso me esforçar pra manter o que não me faz bem. E mais do que isso: eu vou ser feliz assim.

Pode parecer imaturidade ter chegado aos 24 anos achando que eu não seria feliz por deixar de manter várias coisas e pessoas tóxicas, mas não tem motivos pra gente se preocupar com o que que nossa vida tá parecendo, né? Ela não vai deixar de acontecer. Como a gente sente é muito mais importante do que se preocupar com o que a gente transparece. Até porque, eu até já falei sobre isso em um vídeo antigo, o que a nossa vida parece varia muito conforme a interpretação da pessoa que quer julgar o que ela parece. Definitivamente isso não revela quem somos de verdade. Fato é que eu realmente me sentia obrigada a manter tudo que aparecia no meu caminho. Eu tinha uma enorme dificuldade em me despedir.

Daí vem todos os acontecimentos de 2016 e joga essa necessidade de me despedir no meu colo. Nem todas despedidas foram definitivas, algumas foram passageiras. Essas foram ainda mais importantes no processo. Imaginem que o que aconteceu comigo foi que eu perdi a chave de um depósito e muita coisa estava estocada ali. Meses depois quando eu encontrei a chave eu já não reconhecia aqueles pertences. Nada ali fazia sentido pra mim.

Foi aí que eu percebi mais claramente que a minha felicidade está APENAS nas coisas muito pequenas. Às vezes nesse tamanho aqui:


E aí eu decidi a doar todas as roupas, bolsas e sapatos que ficaram pra trás. Eu vou vender uma grande parte da minha coleção de perfumes também. E em relação as pessoas eu simplifiquei ao máximo meu relacionamento com elas. Algumas são mais trabalhosas, obviamente.

Se você se identifica com parte disso e quer conhecer um pouco mais sobre esse "estilo de vida" eu tenho um canal pra indicar, que é o da Elisa Langsch. Ela tem muitas dicas e reflexões super legais. E já aviso de antemão que em como todo canto do planeta, nesse campo do minimalismo aplicado à vida existem aquele grupinho de pessoas que querem doutrinar o espaço alheio, impor suas formas de viver e é um pé no saco. Mas a Elisa é um doce e uma youtuber muito responsável. Ela não impõe nada.

Às vezes eu acho que meus textos pessoais tem um corpo meio desconfigurado, o texto fica meio aleatório... mas eu espero que tenha conseguido trazer algo bacana pra vocês. Talvez alguém esteja com os mesmos problemas e precise de um horizonte. Aqui é um caminho que você pode dar uma espiada, ver se te agrada, deixar confortável. Quem sabe?

Enfim, saudades de vocês. Domingo estou de volta no youtube.

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3 comentários:

  1. Mandy, eu comecei a desapegar e adotar o minimalismo ano passado, tá sendo um processo lento e transformador na minha vida, principalmente no campo pessoal... Sorte nessa sua jornada...
    Beijo

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  2. Mandy, eu comecei a desapegar e adotar o minimalismo ano passado, tá sendo um processo lento e transformador na minha vida, principalmente no campo pessoal... Sorte nessa sua jornada...
    Beijo

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  3. Mandy, 2016 eu fiz exatamente a mesma coisa, me desapeguei de pessoas tóxicas, bens atulhando minha vida e estou me sentindo bem melhor. A única coisa que ainda amo de paixão (no quesito bens materiais) são perfumes, mas mesmo estes hoje escolho com muito cuidado o que comprar/trocar, porque não quero itens repetidos só para fazer número no armário. Hoje quando vejo vídeos com coleção acho tão bizarro e me pergunto quantas vidas as pessoas terão para gastar tudo.
    Espero que 2017 seja muito produtivo pra você e não deixe que as pessoas que possuem energia negativa e língua ferina te machucarem, lembre-se que existem mais pessoas que gostam de você e do conteúdo que você produz.

    Abraço

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Mandy Francesa
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Ilustração por Carla Nascimento