03 abril 2016

Resenha literária: Tudo e todas as coisas de Nicola Yoon


Olá! Hoje quero falar deste lançamento da editora Novo Conceito que eu li em apenas um dia!


Tudo e todas as coisas
Nicola Yoon
ISBN:
9788581637884
Ano:
2016
Páginas:
304
Tradução:
Amanda Orlando
Ilustração:
David Yoon
Editora: Novo Conceito
Nota:


"Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre."
   
Tudo e todas as coisas é narrado pela personagem principal Madeline, uma menina de 17 anos aprisionada em seu quarto graças a uma doença que ela explica como "síndrome da criança da bolha". Alérgica ao mundo lá fora, a menina passa os seus dias num quarto branco sob os cuidados da enfermeira Carla e sua mãe médica. As únicas cores em sua vida vem de seus livros. Uma rotina pacata até que os vizinhos novos se mudam para casa ao lado. É a partir da chegada de Olly que a vida de Madeline se desenvolve. Ela se entrega à sentimentos que jamais poderia imaginar sentir, afinal é uma menina doente que não pode sequer pisar na grama do quintal. 


O livro possui três pontos principais na trama: a doença da personagem, o romance entre dois jovens inexperientes e relação parental. Por isso eu digo que é uma história que parece destinado ao público infanto-juvenil. Os adolescentes geralmente vivem muitas limitações dentro da relação hierárquica pai/mãe - filho/filha. A mãe de Madeline é um exemplo de mãe extremamente preocupada e cautelosa, então a relação delas é muito delicada. Existe o desejo adolescente de ser livre e a proteção materna. É um conflito que muitos leitores podem se identificar.

A partir disso preciso deixar uma coisa clara. O livro é classificado como drama, porém não é nada nível Charles Dickens. É bem leve na verdade. Também achei o livro com um desfecho um pouco fantástico. E quando digo fantástico não me refiro à distopias, dragões, bruxos rs. Quero dizer que acontecem coisas tão mirabolantes que definitivamente não são aplicáveis na vida real.  São exatamente ideias de adolescentes, resoluções que eles encontrariam pra vida. Por esse motivo eu avaliei em apenas 4 estrelas.

Sobre o meu desgosto com o final não se prendam tanto à isso porque é uma dificuldade totalmente pessoal. Talvez eu não seja uma pessoa tão otimista assim e o livro me tirou da zona de conforto que é finais como àqueles em "a menina que roubava livros". A crítica no verso do livro é ótima, observem:


"Esta história comovente transcende o comum, explorando a esperança, os sonhos e os riscos inerentes ao amor em todas as suas formas." (Kirkus Reviews)

Enfim, é um livro com uma história bem bonita, tem o potencial de nos fazer refletir sobre as relações que estamos inseridos e isso é sempre muito positivo. Eu realmente recomendo o livro. Porém, se você assim como eu está engolido por aquela vida adulta de soluções e experiências não surpreendentes, pode ser um certo choque. O que também vejo como uma experiência muito válida a se sofrer! rs Por que perdemos nossa capacidade se sonhar com o que parece impossível? Por que chega um momento na vida adulta em que aceitamos nossas condições e vivemos de acordo com tudo que foi pré estabelecido? São perguntas que o livro me deixou. Espero que tragam questionamentos pra vocês também!

p.s.: Não deixem de conferir o vídeo resenha do canal!
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1 comentários:

  1. Mandy, gostei muito da tua resenha! Já havia lido outra resenha e essa tua deu uma outra visão do livro, pois tinha ficado curiosa com o final, que minha amiga disse ser totalmente imprevisível. Pelo visto é um imprevisível não tão bom assim! Eu não sei porque, mas desde que deixei a adolescência abandonei leituras assim, com protagonistas jovens, não sei porque!

    E a tua resenha tem o bônus de ter essas fotos lindas, deu para perceber que a edição tem uma fonte linda e pequenas e delicadas ilustrações.

    Beijinhos, Hel - Leituras & Gatices

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Mandy Francesa
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Desenvolvido por Laíza Cabral
Ilustração por Carla Nascimento